Denominação
Sé Velha
Ocupação atual
Edifício cultual
Propriedade
Diocese de Coimbra

Caracterização histórico-artística
A construção da Sé Velha teve início na segunda metade do século XII, sob orientação do Mestre Roberto que, ao que tudo indica, dirigia na mesma época a obra da Sé de Lisboa. Teve por promotores o bispo D. Miguel Salomão e o prórpio monarca, D. Afonso Henriques, contribuindo assim para o engrandecimento de COimbra, então "capital, do novo reino. A igreja românica, construida em calcário amarelo, está implantada a meia encosta, no lugar onde provavelmente situava-se a mesquita da cidade durante a sua ocupação islâmica. Compacta e ameada, contitui-se por três naves, transepto saliente e cabeceira tripartida. O claustro, de um piso, disposto lateralmente a sul da igreja, foi construído no início do século XIII, já em linguagem gótica. Em fins do século XV, por ordem do bispo D. Jorge de Almeida, grande mecenas da catedral, é construído o retábulo gótico flamejante da capela-mor, em madeira dourada e policromada, da autoria dos escultores flamengos Olivier de Gand e Jean d'Ypres.
É também a este bispo que se deve o revestimento do interior com azulejos sevilhanos quinhentistas, cobrindo pilares e paredes das naves e hoje circunscritos a alguns vãos e arcosólios; bem como uma das mais importantes intervenções no edifício: a execução da Porta Especiosa, já de caráter renascentista, cuja autoria é atribuida ao arquiteto João de Ruão e ao escultor Nicolau de Chanterenne. Sobrepondo-se à antiga porta lateral, desenvolve-se em calcário branco numa sequência de três registos arquitetónicos sobrepostos, com destaque para a loggia e o remate, inspirados nos arcos triunfais romanos.
No interior da igreja, destacam-se a cabeceira, a torre-lanterna sobre o cruzeiro e os túmulos medievais.
No último terço do século XVIII, após a expulsão dos Jesuítas, a sede episcopal foi transferida para a então devoluta igreja do Colégio de Jesus, na Alta da cidade, atualmente denominada Sé Nova de Coimbra.
Para mais informação consultar a ficha do Sistema de Informação para o Património Arquitetónico