Denominação
Jardim Botânico

Ocupação atual
Jardim

Propriedade
Universidade de Coimbra

Caracterização histórico-artística

O Jardim Botânico teve origem na grande reforma da Universidade de 1772, por iniciativa do Marquês de Pombal, permitindo aos alunos o estudo das espécies vivas, de acordo com o ensino prático e experimental que se pretendia introduzir na Universidade de Coimbra. O projeto, de 1773, é fruto da cooperação do primeiro diretor do jardim, Domenico Vandelli, com Guilherme de Elsden, engenheiro militar inglês, e João António Dalla Bella, professor de física experimental. O segundo diretor, o português Félix de Avelar Brotero, doutorado em Medicina e autor da Flora Lusitana (1804), impulsionou a construção dos canteiros no Quadrado Central.

Com o passar do tempo, novas coleções biológicas e estruturas arquitetónicas vão sendo introduzidas ao jardim. Como exemplo, destaca-se a Estufa Grande, considerada um dos mais antigos edifícios da arquitetura do ferro e do vidro em Portugal. Construída entre 1859 e 1865, foi requalificada em 2017, a partir de um projeto que venceu o Prémio Nacional de Reabilitação Urbana, na categoria de Melhor Intervenção com Impacto Social, da autoria de João Mendes Ribeiro.

O Jardim está, atualmente, organizado em duas partes distintas: o Jardim Clássico e a Mata. A primeira parte, projetada em estilo neoclássico, organiza-se em terraços e alamedas, com muros em cantaria e portões em ferro forjado. No referente à Mata, que ocupa cerca de dois terços da área total, para além de uma grande diversidade de árvores e arbustos, representativas de diferentes regiões fitogeográficas, encontram-se algumas construções como as capelas de São Bento e Santo Ilídio e a Fonte dos Três Bicos.