Denominação
Colégio de São Tomás
Ocupação atual
Tribunal
Propriedade
Ministério da Defesa

Caracterização histórico-artística
Pertencente ao antigo mosteiro de São Domingos, as dependências deste colégio na rua da Sofia começaram a ser construídas em 1546, juntamente com o novo edifício conventual, em substituição do original que, situado próximo das margens do rio Mondego, seria progressivamente inundado.
As áreas residenciais e educacionais do Colégio foram organizadas em torno de um claustro central. Em 1547 contrataram-se os pedreiros responsáveis pelo portal principal (hoje integrado no Museu Nacional de Machado de Castro) e, em 1549, os pedreiros que construiriam o claustro, provavelmente projetado pelo arquiteto Diogo de Castilho. Só em 1566 o edifício foi habitado.
Com a extinção das ordens religiosas, foi adquirido por particulares constituindo, a partir de uma profunda requalificado levada a cabo em 1895 a residência do primeiro conde de Ameal. As obras, a cargo do arquiteto Silva Pinto, transformaram o edifício num palácio neoclássico, sendo o projeto complementado por uma escultura de João Machado.
Em 1928 o edifício foi adquirido pelo Ministério da Justiça para ali instalar o Palácio da Justiça, função que desempenha até hoje.
Os colégios universitários
Quando em 1537, por ordem de D. João III, a Universidade é definitivamente instalada em Coimbra, a cidade é dotada de um conjunto de edifícios colegiais destinados a receber os estudantes. Essencialmente erguidos por diferentes ordens religiosas e bispos, constituem um misto de convento e residência estudantil, sendo dotados de dormitório, refeitório, salas de estudo, claustros e igreja. Aos sete primeiros erguidos na Rua da Sofia, juntaram-se muitos outros, na Alta da cidade, chegando a perfazer, no século XVIII, 25.
Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica", foram extintos todos os conventos, mosteiros e colégios de todas as ordens religiosas e os seus bens incorporados na Fazenda Nacional. Muitos foram reutilizados como quarteis, hospitais, estações de caminho de ferro, etc., outros vendidos em hasta pública e, assim, comprados por particulares. Em qualquer dos casos a mudança de funções e usos foi radical.