Denominação
Colégio do Espírito Santo
Ocupação atual
Comércio
Propriedade
Privada

Caracterização histórico-artística
A construção do Colégio teve início no ano de 1541, prolongando-se as obras durante a segunda metade do século XVI mesmo após a entrada solene dos colegiais, em 1550.
Integrável na tipologia de edifício colegial eclesiástico, as dependências vitais ao seu funcionamento — dormitórios, refeitórios, cozinha, bibliotecas e outros espaços de ensino —, foram organizadas em torno de dois claustros de dimensões similares.
Foi encerrado em 1834 com a extinção das Ordens Religiosas e, quatro anos depois, acabou por ser vendido a particulares. Os novos proprietários do iniciaram então uma campanha de obras que transformou grande parte do conjunto original, preparando-o para receber as mais diversas funções. Entretanto, a partir de 1838, no corpo norte do Colégio optou-se pela construção de uma residência apalaçada, de gosto neoclássico.
Apesar das múltiplas descaracterizações sofridas, o monumento conserva ainda importantes trechos materiais, como as estruturas arquitetónicas do pátio sul e vários revestimentos azulejares, historiados e de figura avulsa.
Atualmente, este antigo edifício é propriedade privada sendo utilizado para fins comerciais.
Os colégios universitários
Quando em 1537, por ordem de D. João III, a Universidade é definitivamente instalada em Coimbra, a cidade é dotada de um conjunto de edifícios colegiais destinados a receber os estudantes. Essencialmente erguidos por diferentes ordens religiosas e bispos, constituem um misto de convento e residência estudantil, sendo dotados de dormitório, refeitório, salas de estudo, claustros e igreja. Aos sete primeiros erguidos na Rua da Sofia, juntaram-se muitos outros, na Alta da cidade, chegando a perfazer, no século XVIII, 25.
Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica", foram extintos todos os conventos, mosteiros e colégios de todas as ordens religiosas e os seus bens incorporados na Fazenda Nacional. Muitos foram reutilizados como quarteis, hospitais, estações de caminho de ferro, etc., outros vendidos em hasta pública e, assim, comprados por particulares. Em qualquer dos casos a mudança de funções e usos foi radical.