Denominação
Colégio de São Jerónimo
Ocupação actual
Faculdade de Letras, serviços administrativos, Museu Académico, cantina, centros de investigação
Propriedade
Universidade de Coimbra

Caracterização histórico-artística
Embora desde, pelo menos, 1535 estivesse previsto dotar Coimbra de um Colégio da ordem de São Jerónimo, só trinta anos depois o projeto se concretizaria, com traça do arquiteto Diogo de Castilho, nome incontornável da arquitetura do Renascimento na cidade.
O claustro segue o mesmo esquema estrutural e decorativo de outros que foram edificados na cidade naquela época, com abóbadas de caixotões e colunas de ordem jónica. No lanço norte, ficava a sala do capítulo, ao passo que no sector poente, já no primeiro piso, funcionava a livraria do Colégio. Localizada no flanco sul, a igreja, da qual resta ainda a estrutura arquitetónica principal, foi adaptada a dispensário farmacêutico no século XIX, na sequência da extinção das Ordens Religiosas e da refuncionalização de muitos dos seus edifícios devolutos.
Do conjunto destaca-se a escadaria de aparato construída no século XVIII, os múltiplos vãos de portas e janelas e os muitos conjuntos de azulejos historiados.
No Colégio de São Jerónimo estão hoje instaladas dependências do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património (CEAACP), do Centro de Estudos Sociais (CES), entre outros institutos ou serviços universitários.
Os colégios universitários
Quando em 1537, por ordem de D. João III, a Universidade é definitivamente instalada em Coimbra, a cidade é dotada de um conjunto de edifícios colegiais destinados a receber os estudantes. Essencialmente erguidos por diferentes ordens religiosas e bispos, constituem um misto de convento e residência estudantil, sendo dotados de dormitório, refeitório, salas de estudo, claustros e igreja. Aos sete primeiros erguidos na Rua da Sofia, juntaram-se muitos outros, na Alta da cidade, chegando a perfazer, no século XVIII, 25.
Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica", foram extintos todos os conventos, mosteiros e colégios de todas as ordens religiosas e os seus bens incorporados na Fazenda Nacional. Muitos foram reutilizados como quarteis, hospitais, estações de caminho de ferro, etc., outros vendidos em hasta pública e, assim, comprados por particulares. Em qualquer dos casos a mudança de funções e usos foi radical.