Denominação
Colégio de Santa Rita
Ocupação atual
Entidade para a Transparência
Propriedade
Universidade de Coimbra

Caracterização histórico-artística
O Colégio de Santa Rita foi fundado em 1755, pela Ordem dos Eremitas Descalços de Santo Agostinho. Está organizado em torno de um pátio, com três pisos em altura. As áreas habitacionais estavam concentradas no andar nobre, no flanco poente do edifício. Contíguo à cozinha, localizada a norte e com larga chaminé, o refeitório assumia uma configuração ampla e retangular, com púlpito na parede nascente, elemento frequente nas edificações dos monges Agostinhos. A entrada mais nobre de todo o conjunto, orientada a sul, permitia aceder diretamente à antiga capela através de um portal setecentista. Esta capela foi, entretanto, transformada em ampla sala de atendimento dos vários serviços académicos. Merece destaque também uma escadaria interior, de grande aparato e ornamentada com painéis azulejares rococós. O edifício, alvo de algumas transformações estruturais internas na primeira metade do século XIX, aquando da sua transformação em residência particular, foi no século XX profundamente modificado.
Após obras de requalificação em 2022, sedia, hoje, a Entidade para a Transparência.
Os colégios universitários
Quando em 1537, por ordem de D. João III, a Universidade é definitivamente instalada em Coimbra, a cidade é dotada de um conjunto de edifícios colegiais destinados a receber os estudantes. Essencialmente erguidos por diferentes ordens religiosas e bispos, constituem um misto de convento e residência estudantil, sendo dotados de dormitório, refeitório, salas de estudo, claustros e igreja. Aos sete primeiros erguidos na Rua da Sofia, juntaram-se muitos outros, na Alta da cidade, chegando a perfazer, no século XVIII, 25.
Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica", foram extintos todos os conventos, mosteiros e colégios de todas as ordens religiosas e os seus bens incorporados na Fazenda Nacional. Muitos foram reutilizados como quarteis, hospitais, estações de caminho de ferro, etc., outros vendidos em hasta pública e, assim, comprados por particulares. Em qualquer dos casos a mudança de funções e usos foi radical.