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Colégio de São Pedro dos Terceiros

Denominação
Colégio de São Pedro dos Terceiros

Ocupação atual
Casa de repouso, lar para idosos, comércio

Propriedade
Casa de Repouso de Coimbra

Caracterização histórico-artística

Fundado em 1540, ano em que também se inicia a construção, destinava-se a receber clérigos pobres. A iniciativa partiu do Dr. Rui Lopes de Carvalho que, em 1555, seria elevado a bispo de Miranda. A igreja foi sagrada em 1548, sendo o edifício apenas finalizado em 1552. Em 1572 os seus colegiais mudaram para o Paço das Escolas, tendo sido esta construção na rua da Sofia entregue aos Religiosos da Terceira Ordem Regular de São Francisco.

A igreja colegial foi renovada na primeira metade do século XVII, assim como o átrio que precede a entrada, ornamentado no século XVIII com azulejos de figura avulsa. O bloco do dormitório e o claustro também foram remodelados na mesma centúria.

Em 1869, extintas as Ordens Religiosas, o edifício, incluindo a igreja e a cerca, foi comprado por particulares. A partir de 1877 albergou um Asilo de Mendicidade de Coimbra e, mais tarde, a Casa de Repouso de Coimbra.

Em 1931, a mesa administrativa do Asilo deliberou afetar parte do edifício colegial à instalação de uma unidade hospitalar, a Casa de Saúde "Coimbra", que, tal como um conjunto diversificado de equipamentos sociais de apoio à população idosa, ainda hoje aí funciona.

A igreja, encerrada desde 1834, serviu durante várias décadas como estabelecimento comercial, armazém, sede da união geral de trabalhadores e teatro popular, reabrindo ao culto somente em 1946.

Os colégios universitários

Quando em 1537, por ordem de D. João III, a Universidade é definitivamente instalada em Coimbra, a cidade é dotada de um conjunto de edifícios colegiais destinados a receber os estudantes. Essencialmente erguidos por diferentes ordens religiosas e bispos, constituem um misto de convento e residência estudantil, sendo dotados de dormitório, refeitório, salas de estudo, claustros e igreja. Aos sete primeiros erguidos na Rua da Sofia, juntaram-se muitos outros, na Alta da cidade, chegando a perfazer, no século XVIII, 25.

Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica", foram extintos todos os conventos, mosteiros e colégios de todas as ordens religiosas e os seus bens incorporados na Fazenda Nacional. Muitos foram reutilizados como quarteis, hospitais, estações de caminho de ferro, etc., outros vendidos em hasta pública e, assim, comprados por particulares. Em qualquer dos casos a mudança de funções e usos foi radical.