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Colégio de Santo António da Pedreira

Denominação
Colégio de Santo António da Pedreira

Ocupação atual
Lar para crianças e jovens

Propriedade
Casa da Infância Doutor Elysio de Moura

Caracterização histórico-artística

O Colégio, fundado em 1602, foi construído no lugar de uma antiga pedreira de Coimbra. O estabelecimento do Asilo da Infância Desvalida, em 1835, foi responsável pela efetivação de algumas transformações estruturais no interior, sem prejuízos diretos para os principais conjuntos arquitetónicos e decorativos. Entre as áreas mais preservadas encontram-se o diminuto claustro, com ligação direta à portaria do Colégio e a uma capela privativa, o antigo refeitório, mantendo a função, e a igreja. Apesar de todas as outras dependências conservarem os principais ornamentos decorativos, na maioria painéis azulejares setecentistas, com predominância para os Rococó, é a igreja que maior atenção atrai pela riqueza artística. Com nave única, tem as paredes ornamentadas com azulejos, evocando episódios da vida de Santo António e de outras figuras franciscanas, a capela-mor dotada de retábulo-mor, e a abóbada com pintura em trompe l’oeil, também do século XVIII.

Este Colégio abriga, hoje, a Casa da Infância Doutor Elysio de Moura.

Os colégios universitários

Quando em 1537, por ordem de D. João III, a Universidade é definitivamente instalada em Coimbra, a cidade é dotada de um conjunto de edifícios colegiais destinados a receber os estudantes. Essencialmente erguidos por diferentes ordens religiosas e bispos, constituem um misto de convento e residência estudantil, sendo dotados de dormitório, refeitório, salas de estudo, claustros e igreja. Aos sete primeiros erguidos na Rua da Sofia, juntaram-se muitos outros, na Alta da cidade, chegando a perfazer, no século XVIII, 25.

Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica", foram extintos todos os conventos, mosteiros e colégios de todas as ordens religiosas e os seus bens incorporados na Fazenda Nacional. Muitos foram reutilizados como quarteis, hospitais, estações de caminho de ferro, etc., outros vendidos em hasta pública e, assim, comprados por particulares. Em qualquer dos casos a mudança de funções e usos foi radical.