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Colégio de Nossa Senhora da Graça

Denominação
Colégio de Nossa Senhora da Graça

Ocupação atual
Serviços da Liga dos Combatentes e da Irmandade do Senhor dos Passos, centro de investigação, Centro Documental 25 de Abril

Propriedade
Universidade de Coimbra, Ministério da Defesa Nacional, Irmandade do Senhor dos Passos

Caracterização histórico-artística

O Colégio da Graça, um dos muitos colégios construídos na rua da Sofia após a transferência da Universidade para Coimbra, em 1537, teve a sua construção iniciada em 1543 estando já, em 1549, apto a receber os estudantes. O responsável pelo projeto e construção foi o arquiteto Diogo de Castilho, nome de referência no que toca a arquitetura renascentista coimbrã.

O Colégio da Graça é um dos poucos colégios da rua da Sofia que ainda se mantém bem conservado, sendo um dos melhores exemplos de arquitetura colegial quinhentista. A igreja, exibindo fortes traços clássicos, apresenta nave única, com capelas laterais intercomunicantes. Já no claustro, elemento vital para a convivência em comunidade, destacam-se os capitéis de inspiração jónica, característicos do traço de Diogo de Castilho.

Em 1834 o colégio foi nacionalizado e incorporado ao Tesouro Nacional, sendo pouco depois, em 1836, entregue pelo Conselho da Cidade de Coimbra ao exército, que ali instalou um alojamento para seus soldados, a par de uma instituição de apoio social e outras divisões públicas. Depois da extinção do alojamento militar, em 1998, foi ocupado pela Liga dos Combatentes e alguns serviços sociais e administrativos das forças armadas.

O Colégio de Nossa Senhora da Graça abriga, hoje, parte do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (CES), o Centro Documental 25 de Abril, a Liga dos Combatentes, pertencente ao Ministério da Defesa, e a Irmandade do Senhor dos Passos.

Os colégios universitários

Quando em 1537, por ordem de D. João III, a Universidade é definitivamente instalada em Coimbra, a cidade é dotada de um conjunto de edifícios colegiais destinados a receber os estudantes. Essencialmente erguidos por diferentes ordens religiosas e bispos, constituem um misto de convento e residência estudantil, sendo dotados de dormitório, refeitório, salas de estudo, claustros e igreja. Aos sete primeiros erguidos na Rua da Sofia, juntaram-se muitos outros, na Alta da cidade, chegando a perfazer, no século XVIII, 25.

Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica", foram extintos todos os conventos, mosteiros e colégios de todas as ordens religiosas e os seus bens incorporados na Fazenda Nacional. Muitos foram reutilizados como quarteis, hospitais, estações de caminho de ferro, etc., outros vendidos em hasta pública e, assim, comprados por particulares. Em qualquer dos casos a mudança de funções e usos foi radical.