Do curso de Medicina | António Jorge Ferreira
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É com imenso pesar que recebemos a triste notícia do falecimento do nosso saudoso professor. Alguém que conhecemos virtualmente, mas que nunca deixou que essa barreira o impedisse de transmitir o seu apreço e carinho pelos meninos de Cabo Verde. "Um abraço aos meninos de Cabo Verde!" - era assim que sempre se despedia de nós. Porém, nunca imaginámos que poderia ser a última vez que sentiríamos a sua amável presença. Dizemos sentir, porque realmente sentíamos a sua presença apesar da distância. As saudades serão imensas, mas as recordações avivarão o seu nome no nosso meio. Guardaremos os seus ensinamentos, as suas palavras e o seu afeto, que contribuíram para a nossa caminhada académica e profissional. A sua memória ficará presente nos seus alunos e nos seus meninos. Aos familiares, apresentamos as nossas mais sinceras condolências neste momento de grande perda. Com carinho, os meninos de Cabo Verde, MED IX |
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O António Jorge foi mais do que um colega: foi um Amigo inteiro, generoso e presente. Era o homem do sorriso fácil, da palavra certa, da escuta atenta e da mão estendida. Nunca lhe faltava um minuto para os outros, mesmo nos dias apressados. A sua lucidez, disponibilidade e humor leve deixaram marcas que não se apagam. A sua mota era extensão da sua liberdade de espírito, e o rasto que deixou é feito de memórias, ensinamentos e humanidade. Cabe-nos agora a nós perpetuá-lo nos nossos próprios gestos, honrando o exemplo que nos deixou. Anabela Mota Pinto |
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Obrigado e desculpa Como amigo, falhei porque não lhe retribuí toda a amizade, todo o carinho e toda a disponibilidade que me ofereceu. Falhei, como médico, porque não tive a capacidade de perceber o sofrimento que foi invadindo a sua vida. Filipe Froes |
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Só morre quem é esquecido. E há pessoas que nunca morrem, pelas suas qualidades humanas e profissionais. O Professor António Jorge Ferreira é uma dessas pessoas. Interagimos, profissionalmente, durante 10 anos: inicialmente, como docentes; depois, como Regente das unidades curriculares com que venho colaborando, na qualidade de assistente convidado; e, mais recentemente, como membros de um grupo de trabalho da Ordem dos Médicos na área da Saúde Pública/Saúde Ambiental. De todos os momentos, guardo as melhores recordações: sempre atento e disponível e, em todos os casos, totalmente dedicado. Até sempre, meu amigo. Que Deus lhe dê o merecido descanso! Com consideração, Lúcio Meneses de Almeida |
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A marca indelével deixada pelo Professor Doutor António Jorge Ferreira permanecerá viva na memória de todos os que com ele privaram – estudantes, colegas e amigos. A sua excelência científica e pedagógica, o notável percurso na prática clínica e a sua bonomia serão sempre recordados com saudade e profunda estima. Ter tido o privilégio de ser sua amiga e colega resulta num inestimável enriquecimento pessoal e profissional, que jamais esquecerei. Estou-lhe profundamente grata por todos os ensinamentos, sugestões e conselhos – sempre rigorosos, generosos e leais. A sua memória perdurará entre nós. Ilda Massano Cardoso |
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Os Estudantes Conselheiros da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra manifestam com profundo pesar o falecimento do Professor Doutor António Jorge Ferreira, Vice-Diretor da nossa Faculdade. Neste momento de luto, recordamos a sua dedicação exemplar e o compromisso inabalável com o ensino e a formação médica. A sua presença ativa na vida da Faculdade, o seu espírito colaborativo e a sua abertura ao diálogo com os estudantes deixaram uma marca indelével em todos os que com ele tiveram o privilégio de conviver. Endereçamos à sua família, amigos, colegas e a toda a comunidade académica as nossas mais sentidas condolências, com a certeza de que o seu legado perdurará na história e no coração da Faculdade de Medicina. Testemunho alunos |
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Há momentos em que a consternação não se compadece com as palavras que, noutra circunstância, fluiriam naturalmente… De todas as que temos trocado, incrédulos e esperançosos num engano, resultam certezas tão transversais, quanto irrebatíveis: jamais esqueceremos o sorriso franco, o trato afável, a nobreza de carácter, o olhar sereno e o privilégio de o termos conhecido, Senhor Professor! Digo-o com o carinho e a admiração, que ficarão para sempre… Nesta hora de homenagem, em que as memórias felizes e as perguntas inquietas nos entorpecem a razão, deixo aqui o que sempre recebi de cada conversa que tivemos, ao longo destes anos: um sorriso e um profundo “muito obrigada”! Teresa Andrade |
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Pessoalmente perdi no António Jorge um dos meus melhores amigos, um mentor e orientador... Mais do que na minha especialidade, sobretudo na vida. Inigualável em termos de humanidade, empatia, cordialidade, preocupação pelo doente, rigor. Com um magnetismo notável, sabia impregnar de entusiasmo alunos, colegas e amigos. Adorado pelos doentes de um modo raro. Alguém que nunca aceitou exigir de si próprio menos do que uma proficiência ímpar, dignidade e elevação em tudo o que fazia. Atento e grande cuidador dos seus... Arguto, inteligente e carismático, era um conversador e contador de histórias notável. Reconhecidamente diferenciado como médico e docente. Ficámos todos mais pobres… tão irreparavelmente mais pobres. Fico a dever-te um último abraço que não te dei. Pedro Gonçalo Ferreira |
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Conheci o Prof. António Jorge em meados dos anos 90, vi-o crescer profissionalmente. Ao longo dos anos testemunhei o seu rigor profissional, a sua dedicação aos doentes, a sua amizade e a sua capacidade de liderança. Sabia como ninguém promover um espírito de equipa, unindo Técnicos Auxiliares de Saúde, Enfermeiros e Médicos. Envolvia-nos, ativamente, nos processos de tomada de decisão, num ambiente de respeito, colaboração e empatia, valorizando cada contributo e promovendo o sentido de pertença. Partilhávamos as alegrias e as dores uns com os outros, sentíamo-nos como uma verdadeira família. Sinto-me grata por ter cruzado o caminho de alguém tão especial. Ana Cecília Lopes |
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O António Jorge era a pessoa que pegava em ti e te abanava até ao sorriso quando estavas triste, sempre com um "temos que animar o Tiago". Tinha o gesto simples e eficaz de colocar a mão no teu ombro quando lhe levava um problema difícil. Suportava e liderava toda uma equipa com confiança, entusiasmo e uma elegância natural. Sempre me impressionou como sabia o nome e conhecia cada um dos milhares de alunos que ensinou. Eu fui um deles ao longo de mais de uma década. Era a ele que recorria quando tinha um daqueles casos mais complexos e queria fazer as coisas bem feitas, como ele sempre fazia e ensinava. Obrigado, Professor TóJó. Tiago Alfaro |
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| Cito um colega mútuo quando escrevo que a tradição médica faz com que o orientador de formação seja o nosso pai na profissão. Foi-me concedido em 2019 o privilégio de ter sido tutelado pelo Professor Doutor António Jorge Ferreira - um Homem que se destacou no campo médico, académico e pessoal - sobre quem escrevo. É difícil transmitir num texto breve as características que tornam um colega num orientador e um orientador num amigo, mas todas se reuniam no Professor António Jorge. No Serviço de Pneumologia da ULS de Coimbra, os doentes que hoje herdamos em agenda e que foram por si acompanhados relembram-no espontaneamente dentro das portas do gabinete; o seu raciocínio meticuloso e prudente transborda para aqueles que com ele aprenderam; a destreza técnica que nos incutiu vive através da nossa memória muscular. Nas restantes especialidades médicas e Serviços, é relembrado pela sua proficiência, abnegação e prontidão. Na Universidade de Coimbra, era um docente popular e acarinhado pelos alunos e restantes docentes das diferentes Faculdades em que leccionava. Verifiquei que, invariavelmente, as suas aulas, comunicações, e contributos eram alvo de extrema planificação e preparação, o que se reflectia num brio profissional utópico que tomo como exemplo. Como orientador, o Professor António Jorge era um Homem pro-activo, preocupado, e incansável. As suas conversas começavam preocupação pelas necessidades do seu interlocutor, fosse doente, colega, ou orientando. O seu discurso era gentil e a forma com que nos saudava era calorosa. Os momentos de repreensão, eram os necessários e conduzidos com sensibilidade. A postura era de disponibilidade e amabilidade. Como amigo, reunia as mesmas características que o tornavam um orientador exemplar, e que tornam a sua ausência inconsolável. Diogo Canhoto |










